quarta-feira, 22 de julho de 2009

RFID, você usaria um?

DEFINIÇÃO:

RFID é um acrónimo do nome (Radio-Frequency IDentification) em inglês que, em português, significa Identificação por Rádio Frequência. Trata-se de um método de identificação automática através de sinais de rádio, recuperando e armazenando dados remotamente através de dispositivos chamados de tags RFID.
Uma tag ou etiqueta RFID é um transponder, pequeno objeto que pode ser colocado em uma pessoa, animal, equipamento, embalagem ou produto, dentre outros. Ele contém chips de silício e antenas que lhe permite responder aos sinais de rádio enviados por uma base transmissora. Além das tags passivas, que respondem ao sinal enviado pela base transmissora, existem ainda as tags semi-passivas e as ativas, dotadas de bateria, que lhes permite enviar o próprio sinal. São bém mais caras que as tags passivas.

EXEMPLO:

Vamos imaginar um médico que acompanhe mais de 200 pacientes cardíacos, alguns esperando por um transplante e a maioria tem que controlar sua pressão arterial constantemente. Poderia ser colocado um chip (RFID) em cada um e uma única enfermeira monitoraria os batimentos cardíacos, pressão arterial, temperatura corporal e o que mais fosse necessário na tela de um computador. Ou um servidor monitoraria constantemente os pacientes, acionando o médico por bip ou celular quando houvesse algo errado.

Imagine também um grupo de guardas florestais entrando em uma mata fechada. Como saber onde eles estão, se estão bem, ou até mesmo vivos?
Um GPS poderia localizá-los, mas não diria informações necessárias para saber se eles estão bem, além de que se a pessoa sofrer um acidente o GPS pode ser danificado, entrar em curto etc.
A solução seria usar um microchip RFID implantado sob a pele.

REPERCUSSÃO:

Lendo algumas matérias e alguns posts em blogs(na maioria evangélicos) pude ver que mesmo no meio das igrejas o RFID não tem sido tachado diretamente como o sinal da besta, porém todos as referências feitas por cristãos tocam neste assunto sem tomar partido ou uma posição radical.

É importante perceber que no meio secular essa tecnologia ou qualquer coisa parecida é tido como uma evolução inevitável, os filmes já estão mostrando tecnologias similares há muito tempo e cada vez mais a população está aceitando isso como algo normal. Em um mundo democrático não é difícil que algo aceito (ou desejado) pela maioria se torne obrigatório por algum motivo. Talvez pela segurança, saúde etc.

Em 2004 um escritório de uma firma mexicana implantou 18 chips em alguns de seus funcionários para controlar o acesso a sala de banco de dados.

A Applied Digital Solutions anunciou o VeriPay, chip com o mesmo propósito do Speedpass, com a diferença de que ele é implantado sob a pele. Nesse caso, quando alguém for a um caixa eletrônico só fornecerá sua senha bancária e um receptor verificará os sinais de RD que transmitem os dados de seu cartão de crédito.



A Hitachi anunciou o que pode ser considerado o menor chip de RFID, a novidade é um pequeno quadrado com lados que medem 0.05mm 64 vezes menor do que o ponto escuro visto no dedo na imagem ao lado. Para se ter uma noção do tamanho, a imagem ao lado de um dedo é de vários chips perto de um fio de cabelo





E se este chip passasse a ser obrigatório, como reagiríamos?

Um chip deste poderia ser implantado sem cirurgia ou cortes, não haveria como dar a desculpa de não querer ser operado ou coisa do tipo.

Sinceramente, não tenho opinião formada sobre isso, porém sei que de forma nenhuma consigo me imaginar implantando um chip com RFID em meu corpo ou vendo ser instalado em meus filhos.

Temos que simplesmente estar preparados, estima-se que ainda nossa geração verá a popularização deste tipo de chip da mesma forma que é o celular hoje em dia, sendo assim não é difícil acreditar que nossos filhos poderão ser obrigados a usá-los.

Deixe sua opinião, participe.

Deus nos abençoe.

domingo, 19 de julho de 2009

HERÓIS

E estes foram os chefes dos poderosos que Davi tinha, e que o apoiaram fortemente no seu reino, com todo o Israel, para o fazerem rei, conforme a palavra do SENHOR, no tocante a Israel. (I Crônicas 11;10).





As vezes quando passo por momentos difíceis e meu ânimo começa a esmorecer, eu me lembro dos valentes de Davi e de seus feitos, eles eram como heróis em seu tempo e ainda são heróis hoje, principalmente para mim.

Porém, alguns anos antes o povo de Deus esteve em uma situação muito difícil onde todo o exército estava sendo desafiado por um só homem do exercito dos filisteus, a tão conhecida história de “Davi e Golias” ( I Samuel 17:08,11). No final do verso que se encontra em I Samuel 17:11 esta escrito que Saul e todo Israel espantaram-se muito e temeram.
Qual seria a explicação para isto?

Porque um povo com tantas vitórias em sua história agora não tinha nem mesmo um herói em seu exército para que pelejasse contra esse filisteu e o vencesse?

Eu acho uma explicação lógica, como diria meu pai:

Ovelha gera ovelha e lobo gera lobo.

Saul era alto, forte e vistoso, porém nessa passagem vemos que não era nenhum herói e por isso também não gerou heróis, já com Davi a coisa
foi bem diferente.

Davi se levantou contra Golias e o derrotou com a Graça de Deus, foi um verdadeiro herói que fez esta e tantas outras façanhas, tão logo seu heroísmo deu frutos, algum tempo depois quando já era Rei muitos valentes como ele surgiram, como esta escrito no capítulo 17 de I Crônicas.

Vamos tentar imaginar essas mudanças acontecendo no povo de Israel.

Antes que Golias aparecesse, os jovens guerreiros e crianças de Israel ouviam histórias de homens que lutaram bravamente e defenderam o povo de Deus como Josué e Calebe, porém não havia mais em quem eles pudessem se espelhar, não haviam heróis para que as crianças interpretassem enquanto brincassem, tão pouco valentes para que almejassem ser iguais e nem mesmo poderosos guerreiros para ensinar os mais novos a guerrear.

Talvez as crianças crescessem querendo ser bonitas como Saul, mas era só isso.

Agora depois que um gigante se levanta contra todo o povo fazendo que todos temessem é derrotado por um jovem pastor de ovelhas, todo o povo ganha um herói para se espelharem. Devia ser comum ver as crianças agora brincando com fundas e dizendo:

-Eu sou Davi, o herói que derrotou o gingante e cortou sua cabeça.

Ou talvez crianças orando ao Senhor e dizendo:

-Senhor, faça-me tão forte quanto Davi.

Posso até imagina aquela pergunta clichê:

-O que você quer ser quando crescer?
-Eu quero ser um herói igual a Davi.

Com estas e outras façanhas que Davi fez não era de se espantar que uma geração depois o povo de Israel se enchesse de Valentes heróis rapidamente.

É então que levo meus pensamento para os dia de hoje e penso nos meus filhos que ainda são muito pequenos, mas logo me vem a pergunta. Quem serão os heróis de meus filhos? Quem eles vão interpretar em suas brincadeiras? Igual a quem eles irão querer ser?

A dupla de sexualidade duvidosa, Batman e Robim?
O “ET” que caiu do Céu, Superman?
O garoto que tem um demônio selado em seu corpo, Naruto.?
Ou será Ben10 que possui um Bracelete que o transforma em seres misteriosos que não se sabe a origem?

Até mesmo um desenho que se tem por inocente como pica-pau já teve 26 crimes catalogados em seus hábitos corriqueiros, dentre eles estão agressão, tentativa de assassinato e omissão de socorro.

Precisamos fazer algo rápido ou nossas crianças não terão heróis para se espelharem. Estamos iguais ao povo de Israel que ao sair do Egito levaram os ossos de José, mas eu os pergunto, se eles ficaram quatrocentos anos guardando a ossos de José, o respeitando, contando sua história de geração em geração, porque eles nunca quiseram ser iguais a José e libertaram o povo da escravidão?

Será que estamos somente guardando os ossos de José?

Eu prefiro ser José, Moisés, Josué, Gideão e tantos outros do que simplesmente guardar seus ossos em meu coração e permanecer na escravidão.

Precisamos ter uma contra-partida a oferecer à nossas crianças para que eles não se ludibriem com os heróis que Satanás oferece.

Quando era criança ficava fascinado com as histórias que eram contadas na escola dominical usando flanelógrafos e fantoches, porém é preciso evoluir, a adolescência chegou e não ouve nenhum material evangélico que realmente acompanhasse a mudança de interesses e gostos que ocorrem do desenvolvimento da infância/adolescência/juventude/vida adulta.

Estou criando este artigo por estar iniciando um projeto audacioso para criar materiais que atendam essa necessidade, junto com um grande amigo espero fazer algo mais para o Reino de Deus e pelos nossos filhos que estão crescendo e necessitam de ocupar seu tempo, exercitar sua imaginação e crescerem moldando seu caráter sem ser obrigados a assistir 20 crimes por hora como é feito hoje nos horários de exibição de desenhos animados.

A Bíblia é cheia de personagens, cenários e histórias que podem ser usados para criarmos uma atmosfera que atraia, ocupe e edifique nossos jovens.

Peço que orem e se quiserem enviem idéias pois toda ajuda será bem vinda.

QUE DEUS NOS ABENÇOE.